Tânia Andrade Lima (?, ?) é a arqueóloga que descobriu o Cais do Valongo. É pesquisadora sênior do CNPq e professora aposentada do Museu Nacional. Em 2006, recebeu o grau de comendadora da Ordem do Mérito Cultural, do Ministério da Cultura do Brasil.
Carreira Tânia graduou-se em Arqueologia pelas Faculdades Integradas Estácio de Sá, em 1979, e concluiu sua especialização na mesma área Museu Nacional/UFRJ, em 1980. Ela possui Doutorado em Arqueologia pela Universidade de São Paulo e fez pós-doutorado em História Social na mesma instituição. Ela é professora aposentada do Departamento de Antropologia do Museu Nacional da UFRJ. Foi fundadora e coordenadora do Programa de Pós-Graduação em Arqueologia da instituição. Ela também foi presidente (1999-2001) e vice-presidente (1997-1999) da Sociedade de Arqueologia Brasileira. Em 2011, Tânia era a arqueóloga responsável por escavações na zona portuária do Rio de Janeiro que acabaram por revelar vestígios do antigo cais de pedra onde mais de um milhão de africanos foram aportados a fim de serem escravizados. O Cais do Valongo foi declarado Patrimônio Mundial pela UNESCO em 2017. Em 2023, Tania foi a segunda brasileira a receber o Hypatia Awards, concedido pela Confederação dos Centros Internacionais para a Conservação do Patrimônio Arquitetônico. A primeira fora Niède Guidon, em 2020, por participar da criação e conservação do Parque Nacional da Serra da Capivara, no Piauí, também Patrimônio da Humanidade pela Unesco.
Reconhecimentos 2006 - grau de comendadora da Ordem do Mérito Cultural, do Ministério da Cultura do Brasil. 2016 - Prêmio Globo “Faz Diferença”, na categoria “Rio” 2023 - Hypatia Award, "por seus serviços prestados à Arqueologia, à História e ao Patrimônio Cultural da humanidade"
Referências
Ligações externas Tania Andrade Lima no Google Scholar