Esta é uma lista de pesquisas eleitorais para a eleição estadual de 2026 no estado do Rio de Janeiro. Desde as eleições de 2022, empresas de pesquisa de opinião publicam informações que rastreiam a intenção de voto para a eleição para governador e senador em 2026. Os resultados estão listados abaixo em ordem cronológica reversa. Todos os cenários se referem a pesquisas estimuladas, quando uma lista de candidatos é apresentada ao entrevistado.

Contexto As pesquisas eleitorais realizadas no Rio de Janeiro em 2026 apresentaram elevado volume e diversidade de institutos, contratantes, custos e metodologias. Até 18 de agosto, levantamento baseado nos registros do Tribunal Superior Eleitoral contabilizava 36 pesquisas envolvendo o estado, realizadas por 11 institutos, com custo declarado total de R$ 3.434.257 e previsão de 196.687 entrevistas. A mediana da amostra era de 2.015 entrevistados por pesquisa. O volume de levantamentos incluiu pesquisas para o governo estadual, Senado Federal e Presidência da República, além de pesquisas com diferentes abrangências territoriais. Entre os institutos que registraram pesquisas no estado estavam Vetor Arrow, Prefab Future, Paraná Pesquisas, Veritá, Gerp, Quaest, Real Time Big Data, 100% Cidades e Agora Pesquisa. A distribuição dos registros entre os institutos foi bastante desigual. O Vetor Arrow registrou 13 pesquisas no Rio de Janeiro, o Prefab Future cinco, Paraná Pesquisas quatro e Veritá quatro. Gerp, Quaest e Real Time Big Data registraram duas pesquisas cada, enquanto outros institutos tiveram um registro no período considerado. A concentração das pesquisas em determinados institutos também se refletiu nos custos declarados. O conjunto de 36 pesquisas registradas até 18 de agosto somava R$ 3,434 milhões, embora os valores individuais variassem consideravelmente de acordo com o instituto, o tamanho da amostra, o contratante e o método de coleta. Entre os contratantes estavam empresas de comunicação, instituições financeiras e os próprios institutos. O Banco Genial, por exemplo, aparece como contratante de duas pesquisas, com custo declarado conjunto de R$ 410.018, enquanto o Diário do Rio contratou quatro levantamentos com custo total declarado de R$ 100 mil. A Empresa Folha da Manhã aparece como contratante de uma pesquisa de R$ 65.209 e a Futura Consultoria e Assessoria de outra, no valor declarado de R$ 80 mil. Uma parcela importante das pesquisas foi registrada como realizada pelos próprios institutos. O Vetor Arrow aparece como contratante de 12 de seus 13 levantamentos registrados, com valores declarados de zero no campo de contratante do levantamento utilizado para a compilação. O Paraná Pesquisas e o Instituto Veritá também aparecem como contratantes de seus próprios levantamentos. O autofinanciamento das pesquisas no Rio de Janeiro foi objeto de atenção da imprensa. Levantamento publicado pela Folha de S.Paulo identificou que o Instituto Vetor Arrow havia registrado 13 pesquisas autofinanciadas em 2026, somando R$ 1,9 milhão, sendo a maioria realizada no Rio de Janeiro. O valor correspondia a mais de duas vezes a receita bruta declarada pelo instituto em 2025, que havia sido de R$ 677,5 mil. A mesma reportagem identificou que o Instituto Veritá havia registrado 93 pesquisas autofinanciadas no país em 2026, com custo declarado total de R$ 10,8 milhões, enquanto o Real Time Big Data havia registrado 34 levantamentos dessa natureza, somando R$ 2,4 milhões. O levantamento colocou o Rio de Janeiro entre os principais mercados de pesquisas autofinanciadas do país, especialmente em razão da atuação do Vetor Arrow. O financiamento por recursos próprios não constitui, por si só, irregularidade. A legislação eleitoral permite o registro de pesquisas realizadas por iniciativa dos próprios institutos, desde que sejam observadas as exigências de registro e divulgação previstas na legislação. A controvérsia discutida na imprensa esteve relacionada principalmente à dimensão dos valores envolvidos e à necessidade de transparência quanto à origem e à forma de financiamento dos levantamentos. A diversidade de institutos também se refletiu nos métodos de coleta. O Paraná Pesquisas realizou levantamentos estaduais utilizando entrevistas presenciais, enquanto a Quaest utilizou entrevistas presenciais e o Veritá declarou utilizar coleta por meio de unidade automatizada de respostas e reconhecimento de voz. O Real Time Big Data também realizou pesquisas estaduais com amostras de aproximadamente 2.000 entrevistados. A pesquisa Real Time Big Data divulgada em julho, registrada sob o número RJ-06778/2026, entrevistou 2.000 eleitores do Rio de Janeiro. O levantamento avaliou simultaneamente a disputa pelo governo estadual e as duas vagas do Senado, utilizando margem de erro de aproximadamente dois pontos percentuais e nível de confiança de 95%. O Paraná Pesquisas também realizou levantamentos com amostras de grande porte. A pesquisa registrada sob o número RJ-09303/2026 ouviu 1.600 eleitores em 58 municípios entre 28 e 30 de julho, com margem de erro de 2,5 pontos percentuais e nível de confiança de 95%. A Quaest utilizou uma amostra menor em sua pesquisa de julho para o estado. O levantamento registrado sob o número RJ-02671/2026 entrevistou 1.200 eleitores presencialmente entre 21 e 25 de julho, com margem de erro de três pontos percentuais e nível de confiança de 95%. O estudo foi contratado pela Genial Investimentos. O Datafolha também realizou pesquisa estadual em agosto, abrangendo simultaneamente as disputas pelo governo e pelo Senado e a avaliação do governo interino do estado. O levantamento ouviu 1.204 eleitores entre 18 e 21 de agosto, em 35 municípios, com margem de erro de três pontos percentuais. A realização de levantamentos por institutos diferentes em períodos próximos produziu diferenças metodológicas que precisam ser consideradas na comparação dos resultados. O Paraná Pesquisas, por exemplo, realizou seu levantamento entre 28 e 30 de julho, enquanto a Quaest realizou sua pesquisa entre 21 e 25 de julho e o Datafolha entre 18 e 21 de agosto. Além das datas, os institutos utilizaram diferentes tamanhos de amostra e métodos de coleta. A comparação entre pesquisas também foi dificultada pela apresentação de cenários diferentes. Os institutos não necessariamente incluíram os mesmos candidatos em seus questionários, e alguns levantamentos utilizaram mais de uma composição de candidatos para o primeiro turno e para as simulações de segundo turno. Por isso, diferenças entre pesquisas não podem ser atribuídas exclusivamente a alterações no comportamento do eleitorado sem considerar as diferenças de metodologia e de período de campo. O Instituto Gerp também manteve uma série de pesquisas sobre a disputa estadual. Sua biblioteca pública registra levantamentos para o governo do Rio de Janeiro em março e julho de 2026, além de pesquisas nacionais para a Presidência realizadas em diferentes momentos do ano. A existência de séries sucessivas permitiu aos institutos acompanhar mudanças no cenário ao longo do ano. A Gerp, por exemplo, produziu uma quarta pesquisa para o governo estadual em março e posteriormente voltou a realizar levantamento específico em julho, enquanto Real Time Big Data, Veritá, Paraná Pesquisas e outros institutos também realizaram pesquisas em diferentes momentos do primeiro e do segundo semestre. O Rio de Janeiro também aparece com frequência em pesquisas nacionais para a Presidência da República. Em agosto, o Datafolha incluiu o estado em levantamento realizado simultaneamente em cinco unidades da Federação, com 6.132 entrevistas no conjunto da amostra. O recorte fluminense apresentou avaliação específica do governo federal e cenários da eleição presidencial. A diversidade de pesquisas também alcançou a disputa pelo Senado. A Quaest realizou levantamento específico para as duas vagas destinadas ao estado, com 1.200 entrevistados, enquanto o Datafolha incluiu a disputa senatorial em sua pesquisa de agosto. Os questionários apresentaram diferentes conjuntos de candidatos e diferentes cenários de votação, o que exige atenção na comparação entre os levantamentos. O volume de pesquisas para o Senado é particularmente relevante porque, em 2026, cada eleitor poderá escolher dois candidatos para o cargo. Alguns institutos apresentaram os dois votos simultaneamente, enquanto outros utilizaram cenários separados, circunstância que pode influenciar a forma de apresentação e interpretação dos resultados. As pesquisas para o governo estadual também utilizaram diferentes abrangências territoriais. O Paraná Pesquisas distribuiu sua amostra por 58 municípios, enquanto a pesquisa Datafolha de agosto entrevistou eleitores em 35 municípios. Outros institutos utilizaram amostras estaduais com distribuição territorial própria, conforme seus respectivos planos amostrais. A utilização de diferentes números de municípios não implica, isoladamente, diferença de qualidade entre os levantamentos. O tamanho da amostra, a seleção dos municípios, a distribuição das entrevistas, a forma de seleção dos entrevistados e os procedimentos de ponderação são componentes interdependentes do desenho amostral de cada pesquisa. A legislação eleitoral determina que as pesquisas destinadas ao conhecimento público sejam registradas previamente junto à Justiça Eleitoral. O registro deve conter informações sobre metodologia, plano amostral, margem de erro, nível de confiança, questionário, contratante e origem dos recursos, entre outros elementos. O Tribunal Superior Eleitoral esclarece que a Justiça Eleitoral não realiza controle prévio sobre os resultados das pesquisas. Sua atuação ocorre quando provocada por meio de representação, e os dados registrados permanecem disponíveis para consulta pública durante o período previsto na regulamentação. O Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro mantém em sua página das Eleições 2026 uma área específica para pesquisas eleitorais, remetendo aos mecanismos de consulta e fiscalização dos levantamentos registrados. Até o período analisado, não foi identificada nas fontes consultadas uma decisão do Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro que tenha proibido definitivamente a divulgação de uma das principais pesquisas estaduais de 2026 por irregularidade metodológica. Isso diferencia o estado de outras unidades da Federação em que decisões judiciais contra determinados levantamentos tiveram maior repercussão durante o mesmo período. A ausência de uma suspensão identificada nas fontes consultadas não significa, contudo, que pesquisas não tenham sido objeto de representações ou questionamentos judiciais. A quantidade de pesquisas no Rio de Janeiro também se relaciona ao peso eleitoral do estado. O Rio de Janeiro possui mais de 12 milhões de eleitores e constitui um dos maiores colégios eleitorais do país, circunstância que o torna um dos principais mercados para pesquisas sobre as disputas estaduais e nacionais. A quantidade de levantamentos também permite observar uma importante característica do mercado fluminense: a coexistência de grandes institutos nacionais, empresas regionais e institutos que produzem pesquisas por iniciativa própria. O conjunto de 36 registros inclui desde empresas com apenas um levantamento até o Vetor Arrow, que sozinho registrou 13 pesquisas no estado. O caso do Vetor Arrow é especialmente significativo para a análise do financiamento. Segundo a compilação dos registros, o instituto realizou 13 pesquisas no Rio de Janeiro, sendo 12 registradas com o próprio instituto como contratante. A análise da Folha de S.Paulo identificou que os 13 levantamentos autofinanciados do instituto somavam R$ 1,9 milhão e que a maioria deles havia sido realizada no Rio de Janeiro. A presença de pesquisas autofinanciadas não se restringiu ao Vetor Arrow. Paraná Pesquisas, Veritá e outros institutos também registraram levantamentos por iniciativa própria, enquanto outras pesquisas tiveram contratantes claramente identificados, como veículos de comunicação e instituições financeiras. A coexistência dessas formas de financiamento constitui uma característica importante do conjunto de pesquisas fluminenses de 2026. Levantamentos pagos por empresas de comunicação ou instituições financeiras convivem com pesquisas contratadas pelos próprios institutos, com valores que variam de alguns milhares a centenas de milhares de reais. A diversidade de financiamento, metodologia e amostragem torna o conjunto de pesquisas do Rio de Janeiro particularmente amplo. O levantamento de 36 registros contabilizados até 18 de agosto representa uma quantidade elevada de estudos para um único estado, com quase 197 mil entrevistas previstas no conjunto dos registros. Assim, as pesquisas eleitorais no Rio de Janeiro em 2026 caracterizaram-se pelo elevado volume de levantamentos, pela concentração de uma parcela expressiva dos registros em alguns institutos e pela diversidade de métodos de coleta, tamanhos de amostra, contratantes e formas de financiamento. Até 18 de agosto, eram 36 pesquisas registradas, realizadas por 11 institutos, com custo declarado total de R$ 3.434.257 e previsão de 196.687 entrevistas. O Vetor Arrow concentrava 13 registros, seguido por Prefab Future, com cinco, e Paraná Pesquisas e Veritá, com quatro cada. A atuação do Vetor Arrow também chamou atenção pelo volume de pesquisas autofinanciadas: levantamento da Folha de S.Paulo apontou 13 levantamentos desse tipo, no valor total de R$ 1,9 milhão, a maioria realizada no Rio de Janeiro. Ao mesmo tempo, pesquisas de Quaest, Paraná Pesquisas, Real Time Big Data, Datafolha, Veritá e Gerp utilizaram diferentes tamanhos de amostra, períodos de coleta e métodos de entrevista, tornando necessária a consideração dessas características para a comparação entre levantamentos. A fiscalização das pesquisas permanece submetida às regras de registro e divulgação estabelecidas pela Justiça Eleitoral, que exige informações sobre metodologia, amostra, questionário, contratante e financiamento, sem realizar controle prévio sobre os resultados.

Primeiro Turno (Governador)

2026

Agosto - Outubro

Janeiro - Julho

Segundo Turno (Governador)

Eduardo Paes e Douglas Ruas

2026

Eduardo Paes e Anthony Garotinho

2026

Senador

2026

Agosto - Outubro

Junho - Julho

Janeiro - Maio

Notas e referências

Notas

Referências