Esta é uma lista de pesquisas eleitorais para a eleição estadual no estado do Amazonas. Desde as eleições de 2022, empresas de pesquisa de opinião publicam informações que rastreiam a intenção de voto para a eleição para governador e senador em 2026. Os resultados estão listados abaixo em ordem cronológica reversa. Todos os cenários se referem a pesquisas estimuladas, quando uma lista de candidatos é apresentada ao entrevistado. Desde 1o de janeiro, pesquisas eleitorais relativas às eleições ou a possíveis candidaturas devem ser registradas no sistema PesqEle da Justiça Eleitoral até cinco dias antes da divulgação dos resultados.
Contexto As pesquisas eleitorais realizadas no Amazonas ao longo de 2026 apresentaram volume elevado, diversidade de institutos e ampla variação nos métodos de coleta e nos tamanhos das amostras. Em levantamento atualizado em 18 de agosto com base nos registros do sistema PesqEle, estavam contabilizadas 29 pesquisas referentes ao estado, realizadas por 16 institutos, com custo declarado total de R$ 2.287.914,00 e previsão de 53.237 entrevistas. A mediana das amostras era de 1.500 entrevistas por pesquisa. Entre os institutos com maior número de registros estavam a Projeta Pesquisa de Mercado e Opinião Pública e o Instituto Veritá, com cinco levantamentos cada, seguidos pela OPP — O Primeiro Portal e Veritas IP, com três. O volume de pesquisas foi acompanhado por valores bastante distintos entre os levantamentos. Uma pesquisa da Genial/Quaest registrada em março, por exemplo, tinha custo declarado de R$ 337.730,00, tornando-se naquele momento o levantamento de maior valor registrado para o estado. A pesquisa foi contratada pelo portal RealTime1 e registrada sob o número AM-01091/2026. Entre os demais registros, os custos declarados variaram de levantamentos de menor valor até pesquisas superiores a R$ 200 mil, enquanto as amostras foram de pouco mais de mil entrevistados a mais de três mil. Os métodos de coleta empregados no estado também foram variados. Há registros de pesquisas realizadas por entrevistas presenciais, inclusive domiciliares e em pontos de fluxo, levantamentos telefônicos pelo sistema CATI e pesquisas realizadas pela internet com posterior pós-estratificação da amostra. Uma pesquisa da Projeta, por exemplo, utilizou amostragem probabilística por conglomerados em três estágios, com seleção de municípios, setores censitários e entrevistados segundo cotas proporcionais de sexo, idade e escolaridade. A Action, por sua vez, registrou pesquisa com entrevistas presenciais em 16 municípios, utilizando distribuição proporcional ao tamanho do eleitorado e controles de cotas por localização, gênero, faixa etária, renda e escolaridade. A diversidade metodológica foi acompanhada por crescente fiscalização judicial. Em junho, o Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas determinou que a empresa Action Marketing e Pesquisa disponibilizasse dados internos de uma pesquisa registrada sob o número AM-05601/2026. As decisões atenderam a pedidos apresentados pelo Partido Social Democrático e pelo Partido Avante, que receberam autorização para acessar o sistema interno de controle e fiscalização da coleta, planilhas, questionários, relatórios e outros documentos utilizados na elaboração do levantamento. A medida não significou, por si só, uma conclusão de irregularidade na pesquisa, mas decorreu do direito de fiscalização assegurado aos partidos e permitiu a verificação dos procedimentos de coleta e processamento dos dados. O mesmo movimento de fiscalização alcançou uma pesquisa do Instituto Veritá registrada sob o número AM-03387/2026. Em processo apresentado pelo PSD, o TRE-AM havia determinado o acesso integral ao sistema de controle e aos dados brutos do levantamento. Após a realização de perícia, contudo, o laudo apontou irregularidades estruturais graves, incluindo falhas técnicas e indícios de possível violação da Lei Geral de Proteção de Dados. Diante dos elementos encontrados, o juiz responsável determinou o encaminhamento dos autos ao Ministério Público para apuração de possíveis ilícitos eleitorais e administrativos, inclusive eventual divulgação de pesquisa fraudulenta. O episódio é distinto de uma simples representação baseada em alegações metodológicas, pois a decisão mencionou a existência de laudo pericial produzido no processo e determinou a remessa dos autos para eventual investigação. Em agosto, outra pesquisa do Instituto Veritá, registrada sob o número AM-00886/2026, teve sua divulgação suspensa liminarmente pelo TRE-AM. O levantamento, realizado para governador e senador, apresentava custo declarado de R$ 93.940,00, informado como financiado com recursos próprios do próprio instituto. Entre os pontos questionados estava o detalhamento territorial da amostra. A decisão destacou, por exemplo, que o registro informava entrevistas em bairros, mas, em determinado município, havia apenas sete entrevistados, circunstância que levou a magistrada a questionar a suficiência das informações territoriais apresentadas no registro. A liminar determinou a suspensão da divulgação e fixou multa diária de R$ 10.000,00 em caso de descumprimento. Os diferentes processos demonstram que a fiscalização das pesquisas no Amazonas ocorreu em níveis distintos. Em alguns casos, partidos solicitaram acesso aos dados sem pedir a suspensão do levantamento; em outros, a Justiça determinou a suspensão cautelar da divulgação; e, no caso da pesquisa AM-03387/2026, a análise dos dados disponibilizados foi seguida de perícia e de determinação de encaminhamento dos autos ao Ministério Público para investigação de possíveis ilícitos. Essas decisões não possuem o mesmo significado jurídico: a autorização para auditoria representa uma medida de fiscalização, enquanto uma suspensão liminar é uma medida cautelar, e o encaminhamento ao Ministério Público constitui determinação para apuração de possíveis irregularidades, não equivalendo automaticamente a uma condenação definitiva. A produção de pesquisas no Amazonas também apresenta ampla abrangência territorial. Alguns levantamentos concentram-se em Manaus e em um número limitado de municípios do interior, enquanto outros abrangem dezenas de municípios. A pesquisa da Action registrada sob o número AM-05601/2026, por exemplo, previu 2.100 entrevistas distribuídas por 16 municípios, enquanto levantamento posterior do mesmo instituto, registrado sob o número AM-00163/2026, utilizou 2.685 entrevistas em 33 municípios. Outros registros utilizaram amostras de 1.200, 1.500, 1.800, 2.390, 2.600 e mais de 3.000 entrevistados, evidenciando diferenças substanciais no desenho dos levantamentos. A legislação eleitoral estabelece que as pesquisas destinadas ao conhecimento público devem ser registradas previamente e que o registro deve conter informações destinadas a permitir sua fiscalização, como entidade responsável, contratante, valor e origem dos recursos, metodologia, período de realização, plano amostral, margem de erro, nível de confiança e questionário. A regulamentação também assegura às pessoas legitimadas o acesso a dados e documentos utilizados na realização dos levantamentos, observadas as regras de proteção dos dados pessoais. O Portal de Dados Abertos do TSE disponibiliza, para 2026, arquivos referentes às pesquisas eleitorais, contratantes, pagantes, notas fiscais, questionários e detalhamento territorial das pesquisas, com atualização diária a partir do sistema PesqEle. Assim, as pesquisas eleitorais no Amazonas em 2026 caracterizaram-se pelo elevado número de levantamentos, pela participação de numerosos institutos, pela variedade dos métodos de coleta e pela expressiva movimentação financeira declarada. O estado também apresentou intensa fiscalização judicial, envolvendo tanto pedidos de acesso aos dados para auditoria quanto decisões de suspensão de divulgação e, em um dos casos, perícia que resultou no encaminhamento dos autos ao Ministério Público para apuração de possíveis ilícitos. Os episódios demonstram que a transparência das pesquisas não se limita à divulgação dos percentuais de intenção de voto, abrangendo também a possibilidade de examinar a origem dos recursos, a composição da amostra, o questionário, os procedimentos de coleta e os dados que fundamentaram os resultados.
Primeiro turno (governador)
2026
Agosto – Outubro
Junho – Julho
Janeiro – Maio
Segundo turno (governador)
Maria do Carmo e Omar Aziz
Omar Aziz e David Almeida
Omar Aziz e Roberto Cidade
Maria do Carmo e David Almeida
Senador
2026
Agosto – Outubro
Abril – Julho
Janeiro – Março
Notas e referências
Notas
Referências