Estudantes protestam na Praça da Bastilha, em Paris

Policiais retiraram as pessoas da área com o uso de bombas de gás lacrimogêneo Obrigada!. Crédito: AFP

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Cerca de 400 pessoas foram detidas em manifestações na França, que reuniram entre 550 mil e 800 mil pessoas, segundo autoridades e sindicatos. Os protestos, liderados por estudantes e outros grupos, criticam o custo de vida e políticas do governo Macron, que busca aprovar um orçamento com forte ajuste fiscal. Em Paris, 100 mil protestaram pacificamente, mas houve confrontos e vandalismo em várias cidades. Macron prometeu punir os responsáveis pela violência e acusou o partido França Insubmissa de incitar os atos.

Cerca de 400 pessoas foram detidas nas manifestações que tomaram a França neste sábado, 17. Segundo o CGT, um dos principais sindicatos do país, mais de 800 mil pessoas teriam ido às ruas protestar. As autoridades estimam um número em torno de 550 mil.

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Há cerca de um mês, diversos protestos têm sido registrados, voltados ao movimento estudantil. Após convocações nas redes sociais buscando reviver o movimento dos “coletes amarelos”, que causou impacto entre 2018 e 2019, as manifestações de hoje contaram com jovens da geração Z, agricultores, professores, ativistas e aposentados, entre outros grupos. Entre os gritos de ordem estavam frases como “Tomamos a Bastilha!” e “Macron, renuncie!”.

As reclamações, em torno de custo de vida, preço dos combustíveis e estruturas escolares, surgem num momento em que o governo busca aprovar um orçamento para 2027 que prevê um forte reajuste fiscal de 54 bilhões de euros para equilibrar as contas públicas. Ocorrem também cerca de seis meses antes da eleição, que deve marcar o fim do mandato de Emmanuel Macron.

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Prefeitura de Limoges durante incêndio em manifestações na França em 17 de outubro de 2026. Foto: Pascal Lachenaud/AFP

Segundo o ministro do Interior da França, Laurent Nuñez, foram 110 marchas ao longo do país neste sábado, 17, o maior dia desde o início da onda de manifestações. De acordo com ele, ao fim da tarde, a polícia lidava apenas com “delinquentes oportunistas” que saqueavam lojas.

Manifestante perde a mão, prédios são danificados

Um manifestante perdeu a mão em Saint-Étienne, após a explosão de uma granada lançada por agentes de segurança. O uso deste tipo de artefato vinha sendo restringido nas últimas semanas depois que um jovem de 15 anos havia sido ferido de forma semelhante num dos protestos.
Em Marselha, um grupo invadiu a prefeitura e derrubou um busto de Marianne, símbolo da República francesa, e danificou uma delegacia. Em Lyon, um posto de atendimento turístico foi invadido e incendiado por um grupo que vestia roupas pretas e óculos de proteção. Em Bordeaux, os ataques foram à residência oficial do prefeito; em Lille, portas e janelas foram quebradas na prefeitura; e em Limoges, a prefeitura foi incendiada.
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Na capital, Paris, estima-se que mais de 100 mil pessoas tenham se manifestado pacificamente, apesar de algumas centenas terem entrado em confronto com as tropas de choque, incendiando carros e quebrando vitrines de lojas.
Pedestres caminham em frente a muro com pichações em 17 de outubro de 2026, dia marcado por intensificação de protestos na França. Foto: Guillaume Saligot / AFP
Antes do início, as forças de segurança chegaram a lançar gás lacrimogêneo e a usar jatos de água. Houve protestos não autorizados em pontos turísticos, como os Campos Elíseos, e nos arredores do Museu do Louvre e do Palácio do Eliseu, sede da presidência da República.
Apesar dos inúmeros problemas, muitas das manifestações ocorreram normalmente e foram encerradas de forma pacífica ao longo do território francês.
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O que Emmanuel Macron disse
O presidente Emmanuel Macron afirmou que os responsáveis pela violência serão “processados e punidos” e que a população deve permanecer unida contra os “semeadores do caos” que “buscam derrubar as instituições”.
O governo reconhece algumas reivindicações como legítimas, mas tem condenado o que chama de “violência urbana”. Também acusa o La France Insoumise (França Insubmissa), partido político de extrema-esquerda, de incitar os atos. /COM AFP E NYT
Rue de Rivoli, em Paris, em foto tirada após protestos neste sábado, 17. Foto: Guillaume Saligot / AFP
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