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Chega de maquiagem e cabelos longos ou tingidos nas escolas públicas do Peru. A presidente conservadora Keiko Fujimori apresentou na segunda-feira, 12, um código de disciplina destinado às escolas públicas de ensino fundamental e médio, que impõe cabelo curto para os meninos e proíbe as meninas de usar maquiagem. Estudantes de ambos os sexos não poderão pintar os cabelos.

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“A ordem não deve reinar apenas nas ruas, mas também deve voltar às nossas escolas, às nossas salas de aula”, declarou a presidente durante visita a uma escola na periferia de Lima. O novo regulamento está sendo criticado por organizações feministas e de direitos humanos.

Fujimori promove uma política de mão de ferro contra a criminalidade, diante da onda de extorsões que assola os peruanos. O novo regulamento disciplinar será publicado no Diário Oficial antes de entrar em vigor, provavelmente no final do ano, segundo o Ministério da Educação.

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Entre as medidas do futuro regulamento estão o restabelecimento das notas de disciplina e a expulsão de alunos por infrações mais graves, bem como a proibição do uso de celulares, salvo autorização do corpo docente.

Keiko Fujimori em evento com tropas militares no dia 7 de outubro de 2026 Foto: Martin Mejia/AP

“Existem limites, existem direitos, mas também obrigações (...). Os meninos devem usar o cabelo curto. É totalmente proibido pintar o cabelo ou usar maquiagem”, disse Fujimori.
O ministro da Educação, José Chang, também anunciou a proibição do esmalte de unhas e indicou que as saias dos uniformes escolares deverão respeitar um comprimento considerado “adequado”.
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O governo afirma que, com essas medidas, pretende combater o assédio e a violência sexual na escola. Mas, para as organizações feministas Manuela Ramos e Centro da Mulher Peruana Flora Tristán, “controlar aspectos como o cabelo ou a maquiagem não previne nem as agressões sexuais nem outras formas de violência escolar”.
A Coordenadora Nacional de Direitos Humanos denunciou em suas redes sociais as restrições à aparência dos alunos e afirmou que se tratava de medidas “populistas e autoritárias”. Assim que o regulamento for publicado, haverá um prazo de 30 dias para que os cidadãos apresentem suas eventuais objeções e críticas antes de ele entrar em vigor. / AFP
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