São Paulo — O Monitor do Debate Político (USP/Cebrap) e a ONG More in Common Brazil decidiram não divulgar as estimativas de público das manifestações pró-Lula e pró-Flávio realizadas neste sábado (24/10), após campanha petista impedir o lançamento de drones no ápice do ato. A decisão foi justificada como medida para garantir “isonomia” às vésperas da votação de segundo turno.“Para assegurar a isonomia entre as manifestações, também não divulgaremos a estimativa de público do ato de Flávio Bolsonaro, realizado na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro”, esclarece nota enviada ao Metrópoles.Segundo o Monitor, o grupo teve autorização para voar com drones apenas entre às 13h30 e às 14h40, período em que apoiadores do candidato à Presidência, Luiz Inácio Lula da Silva, ainda chegavam. O ápice da manifestação ocorreu entre 16h e 17h, quando o petista chegou ao local e começou a travessia da Avenida Paulista.“Como não tivemos autorização para realizar o registro fotográfico no horário de pico da manifestação, decidimos não divulgar uma estimativa de público, para evitar a publicação de um número que certamente iria subestimar a dimensão efetiva do ato”, explica o texto. Leia também BrasilAtlasIntel: Flávio tem 50,8% e Lula marca 49,2% em última pesquisa Reinaldo AzevedoPara Flávio, acenar com a agenda de Lula é truque para se livrar da Justiça BrasilFlávio e Lula fecham campanha levando multidões para atos no RJ e em SP São PauloEm Av. Paulista lotada, Lula ergue Constituição ao som do Hino Nacional A equipe ainda informa que na última ida de Lula à Avenida Paulista, no dia 11 de outubro, o Gabinete de Segurança Institucional (GSI) impediu o Monitor do Debate Político no Meio Digital (USP/Cebrap) e a ONG More in Common Brazil de contar o público da manifestação de apoiadores do presidente.Essa tinha sido a terceira vez que o grupo foi impedido de fazer a contagem em eventos de Lula nas eleições de 2026. A equipe de segurança do presidente impediu que o público fosse contado no lançamento da campanha em São Bernardo do Campo (16/8) e no ato de 3 de outubro, na Rua Augusta. Leia também BrasilAtlasIntel: Flávio tem 50,8% e Lula marca 49,2% em última pesquisa Reinaldo AzevedoPara Flávio, acenar com a agenda de Lula é truque para se livrar da Justiça BrasilFlávio e Lula fecham campanha levando multidões para atos no RJ e em SP São PauloEm Av. Paulista lotada, Lula ergue Constituição ao som do Hino Nacional Em nota publicada pelo grupo de pesquisa e pela ONG, os pesquisadores lembram que há imagens aéreas divulgadas em veículos de imprensa e em perfis alinhados à campanha do petista.“Se há sobrevoos permitidos para produzir imagens de divulgação, a recusa a uma equipe de pesquisa independente, com histórico público de trabalho, deixa de ser uma questão técnica e passa a ser uma escolha”, diz a nota.Segundo o GSI, há um protocolo rigoroso contra drones não autorizados e mais de 135 mil drones foram neutralizados entre 2023 e o início de 2026.A contagem produzida pelo Monitor do Debate Político e pela More in Common faz fotos aéreas de toda a extensão da manifestação, em 90 graus, a cada meia hora. Depois disso, um software conta cada pessoa.Os pesquisadores afirmam que vão continuar pedindo autorização para qualquer manifestação que possa ocorrer até o fim do segundo turno “e que mantêm o mesmo critério nas manifestações do candidato de oposição Flávio Bolsonaro (PL).







