Michael Douglas, 82, revelou que se recusou a participar de sessões de terapia em grupo com o filho Cameron, durante o período em que ele fazia tratamento em uma clínica de reabilitação. O ator admitiu que manteve uma relação conturbada com o filho mais velho, hoje com 47 anos, fruto de seu casamento com a primeira esposa, Diandra Luker, 70.

No final da adolescência, Cameron já fazia uso de substâncias ilícitas. Posteriormente, na faixa dos 20 anos, desenvolveu dependência de heroína. Em 2010, aos 31 anos, foi condenado a cinco anos de prisão depois de se declarar culpado de acusações federais de tráfico e distribuição de drogas.

Embora Michael tenha financiado a equipe jurídica do filho no processo, àquela altura já estava distante do primogênito havia muitos anos e, durante o período em que Cameron esteve preso, se recusou a manter contato com ele.

Atualmente, Michael e Cameron mantêm uma relação próxima. Em seu novo livro de memórias, "One Helluva Ride" (ainda sem título em português), o astro de Hollywood relembra a trajetória de seu relacionamento com o filho.

Questionado em uma nova entrevista se teme que Cameron leia sobre os momentos difíceis que os dois viveram e sobre a proximidade de Michael com os dois filhos mais novos, Dylan, 26, e Carys, 23 - frutos do casamento com Catherine Zeta-Jones, 57 -, o ator declarou que tem o direito de contar sua própria história.

"Eu amo o Cam, mas passamos por uma fase realmente difícil", disse ele ao jornal Sunday Times. "Estou contando a minha história, cara. E a verdade é que você faz tudo o que pode pelos seus filhos, mas eu perdi um irmão por overdose", afirmou Michael, referindo-se a Eric, que morreu aos 46 anos, em 2004, após uma overdose acidental.

De acordo com o vencedor do Oscar, seu irmão lutou contra a dependência química por anos, e o pai dos dois, Kirk Douglas (1916-2020), participou de várias sessões de terapia como forma de apoiá-lo durante o tratamento.

"Ver seu próprio pai, já com 80 e tantos anos, participando de sessões de terapia em grupo com o filho? Eu disse que não faria isso. Disse que não passaria dos 70 e chegaria aos 80 frequentando sessões de reabilitação. Eu amo meus filhos, mas, sabe, tenho o direito de viver a minha própria vida", finalizou.


