Claudia Meireles

Convidados, designers e modelos compartilharam com a coluna os momentos que mais marcaram a terceira edição do Metrópoles Catwalk

Silvana Sousa, Beatriz Bonfim, Marina Ferreira, Andressa Sarkis, Claudia Meireles

19/09/2026 15:34, atualizado 19/09/2026 15:39

Projeção do Metrópoles Catwalk sobre desfile

Um espetáculo. Assim foi a terceira edição do Metrópoles Catwalk, encerrada na noite dessa sexta-feira (18/9), na Arena Mané Garrincha. Em cinco dias de evento, 30 marcas dos quatro cantos do país apresentaram suas criações na passarela, que recebeu estrelas internacional para dar vida às peças.

Entre os destaques, Yasmin Brunet, Ellen Milgrau, Vivi Orth, Jhona Burjack, Renata Kuerten, Gianne Albertoni e Negra Li encantaram o público que compareceu em peso na colunata do estádio.

Para quem acompanhou os desfiles de perto, o saldo da experiência foi um grande passeio pela moda brasileira: diversa, democrática e única. Entre as coleções e a emoção de ver de perto modelos brasileiras de sucesso internacional, o público também destacou a atmosfera do evento e a oportunidade de conhecer mais de perto a produção fashion brasileira.

Metrópoles Catwalk pelos olhos de quem esteve por lá

A coluna Claudia Meireles conversou com o público, com as modelos e com os designers ao longo dos cinco dias de evento. A seguir, confira as impressões de quem acompanhou de perto a terceira edição do Metrópoles Catwalk:

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Yasmin Brunet

Yasmin Brunet desfilou na primeira noite de Metrópoles Catwalk

Estreante na passarela do Metrópoles Catwalk, a modelo e atriz Yasmin Brunet comentou que Brasília costumava ser apenas um local de passagem rumo à Chapada dos Veadeiros, mas que, desta vez, conseguiu conhecer a capital com outros olhos.

“Eu fiquei bastante lisonjeada com o convite, porque sei que é um evento muito grande. São trinta marcas. Já me falaram muito do Metrópoles Catwalk e eu estava animadíssima para vir e ver como é que é. Eu estou amando”, ressaltou Brunet, que desfilou para a Zinc Complements e Biruta.

Vivi Orth

Vivi Orth desfilou para Sacramound e Letícia Gonzaga na segunda-feira (14/9)

Na avaliação da modelo Vivi Orth, iniciativas como o Metrópoles Catwalk ajudam a descentralizar o circuito fashion brasileiro do eixo Rio de Janeiro-São Paulo e mostrar que há produção relevante e autoral em todo o país.

“Saímos um pouco do eixo Rio de Janeiro-São Paulo, e mostramos que temos moda no Brasil inteiro. Além disso, damos oportunidade para estilistas que, muitas vezes, não têm como chegar aos grandes polos. O Metrópoles Catwalk dá essa visibilidade a eles”, defendeu Vivi Orth.
Negra Li
Negra Li desfilou para Glowshine na última noite de Metrópoles Catwalk
A cantora Negra Li compareceu para desfilar pela amiga Evy Dias, à frente da estreante Glowshine, mas ressaltou a vontade de retornar ao Metrópoles Catwalk.
“Quero parabenizar e agradecer por essa iniciativa, por trazer moda para Brasília e dar espaço para as marcas novas que não tiveram ainda a oportunidade de mostrar o seu trabalho. Achei muito interessante! Que não seja a última vez, podem me convidar que eu venho”, garantiu.
Renata Kuerten
Renata Kuerten
Em entrevista à coluna Claudia Meireles, Renata Kuerten contou que acompanhou as primeiras edições do evento e ficou lisonjeada com o convite para participar da terceira edição em Brasília, terra natal do marido.
“Amo Brasília. Venho muito aqui e estou com altas expectativas. Eu estava acompanhando a edição passada e comentei: ‘Gente, que chique! Estão fazendo um evento que não deve em nada para os internacionais’. Então, eu tô assim, de arrepiar!”, destacou.
Ellen Milgrau
Ellen Milgrau
Para a top model Ellen Milgrau, o evento funciona como uma vitrine para fortalecer o mercado e ampliar os espaços de atuação das modelos, aproximando profissionais de outros circuitos de moda.
“É importantíssimo, principalmente para nós, modelos, atuar e conhecer outros circuitos diferentes de São Paulo. É minha primeira vez aqui e a impressão é muito positiva, sem contar essa estrutura”, disse.
Jhona Burjack
Das passarelas internacionais, Jhona Burjack voltou à cidade natal para desfilar em dois dos cinco dias de desfile do Metrópoles Catwalk
Para Jhona Burjack, participar de um evento desse porte na própria cidade representa mais do que um trabalho. É justamente uma oportunidade de inspirar novos talentos e fortalecer as criações de Brasília.
“Poder inspirar as crianças dessa cidade, de Brasília, e poder levar o meu nome no mundo da moda é incrível. Estamos aqui no Mané Garrincha, vendo Brasília se erguendo também nesse lugar de moda. Estou feliz em ver esse movimento na cidade. Isso é muito poderoso e me enche de orgulho, fico até arrepiado”, declarou o modelo, que nasceu no Gama, região administrativa do DF.
Gianne Albertoni
Gianne Albertoni
Com passagens por cidades como Milão, Paris e Londres, a modelo Gianne Albertoni destacou que o Metrópoles Catwalk representa um movimento importante para a retomada das semanas de moda no país.
“Sou uma pessoa suspeita para falar, porque eu sei o quanto é importante a gente retomar essa semana de moda no país. Nosso país é enorme, temos artistas no Brasil inteiro que, às vezes, não têm oportunidade de mostrar o talento deles. São espaços como esse que ajudam a trazer para o público o trabalho de quem ainda não é conhecido”, destacou.
Raica Oliveira
Raica Oliveira fez parte dos desfiles do segundo bloco da terça-feira (15/9)
Para a modelo, eventos como esse são um reflexo do crescimento da moda nacional, que começa a cruzar as fronteiras do Brasil e do mundo.
“Temos estilistas, designers e uma nova geração muito talentosa. Cada um deles está procurando a própria identidade artística. Então, você vê peças bem marcantes, conceituais e modernas. Fico feliz em ver essa evolução da moda brasileira”, comentou.
Mikaela Gomes
Mikaela Gomes desfilou para a Sun Rose na terceira noite de Metrópoles Catwalk
Veterana no evento, Mikaela Gomes acompanhou de perto o crescimento do evento, que também contribuiu para o seu amor pela cidade.
“Eu gosto muito de Brasília e hoje tive a oportunidade de turistar. Fui bater perna no museu, tive duas horas livres para conhecer um pouquinho mais da história de Brasília […] Agora, vim para desfilar pela terceira vez aqui no Metrópoles Catwalk. Estou muito feliz, é muito gratificante”, contou Mikaela.
Isadora Maia
Isadora Maia está à frente da Meu Kimô
Para Isadora, Brasília, apesar de jovem, reúne uma produção artística potente que, muitas vezes, permanece restrita às próprias bolhas da cidade. Nesse contexto, o Metrópoles Catwalk ajuda a dar visibilidade a essa produção.
“Ninguém conhece muito as referências das coisas daqui. Essa é uma nova Brasília, que não é tradicional, certinha e quadradinha da política. É artística, efervescente, jovem e alegre”, declarou a artista.
George Azevedo
Renata Kuerten, George Azevedo e Gianne Albertoni
À coluna, George Azevedo falou sobre o carinho por Brasília e a expectativa de retornar ao evento pela segunda vez consecutiva.
“Desde a primeira vez que eu vim para trazer minha moda, fui muito bem recebido… eu venho com vontade. Me dediquei muito para fazer essa coleção. Estou um pouco ansioso, não me acostumo. O compromisso maior é superar, não é?”, enfatizou o estilista.
Nicole Meyer
Nicole Meyer
Para Nicole Meyer, engenheira que integra a equipe responsável pela realização do evento, a terceira edição reforçou o espaço que o catwalk conquistou na capital.
“O Metrópoles Catwalk, hoje, já é uma marca de Brasília e, muito além disso, mostra para todo o Brasil que Brasília é palco para a moda”, destacou.
Patrícia Amaral
Patrícia Amaral
Pela primeira vez no evento, a designer de interiores Patrícia Amaral diz que a sensação é de que Brasília começa a consolidar seu caminho de protagonismo na moda nacional.
“É espaço para a nossa moda. É muito bom ver iniciativas democráticas como essas. Estou aqui exatamente por isso, para incentivar também”, declarou em entrevista à coluna Claudia Meireles.
Gabriely Dias
Gabriely Dias
Para a estudante de moda, a iniciativa é crucial para projetar a cidade e os estilistas locais.
“Isso é importante, porque antes não se via Brasília como um polo de moda. Agora, vê-la crescendo nesse sentido é muito legal, principalmente porque eu também faço moda e vejo as pessoas conhecendo esse projeto, que é aberto ao público”, disse à coluna.
Lua Pantaleão
Endel Oliveira e Lua Pantaleão
O Metrópoles Catwalk deixou o Teatro Nacional Claudio Santoro para explorar outro endereço na cidade: a Arena Mané Garrincha. A mudança foi o que mais chamou a atenção do designer de moda e estudante de arquitetura Endel Oliveira.
“Já tinha tinha vindo nas outras edições e estava muito curioso em saber como o Metrópoles ia explorar as instalações dentro do estádio, que é um espaço que tem mais liberdade”, destacou.
“Bato na tecla de que, aqui em Brasília, temos artistas muito bons, o que falta é apenas a visibilidade. Tem muita gente vindo de outras cidades, como São Paulo, para prestigiar, valorizar e dar palco”, complementou Lua Pantaleão sobre a diversidade de marcas locais no Metrópoles Catwalk.
Maramalldo e Letícia Alves
A modelo Maramalldo e a bióloga Letícia Alves deram entrevista para o Metrópoles
“Amei. É minha primeira vez e está sendo uma experiência muito boa. O Mané Garrincha é um espaço grande, então a gente consegue circular, conhecer e realmente viver o evento”, contou Maramalldo.
A também modelo Letícia Alves completou que já havia acompanhado edições anteriores apenas pelas redes sociais e que, ao vivo, percebeu a dimensão maior da nova estrutura.
“Eu adorei a estrutura. Eu vi pelas redes sociais o último Catwalk, e eu achei que essa edição está ainda maior, me surpreendi. Gostei bastante”, disse a bióloga.
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