O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) André Mendonça apresentou explicações sobre a condução das investigações envolvendo o Banco Master, alegando que as evidências são baseadas em provas e que mostram uma rede capaz de ter informações sigilosas e criminosas. A justificativa, que atende a um pedido do presidente da Corte, Edson Fachin, detalha informações como o contexto da operação que prendeu o ex-banqueiro Daniel Vorcaro e o acesso a informações sigilosas. O documento, que inclui o nome do ministro Alexandre de Moraes, foi divulgado na noite desta segunda-feira (14), às vésperas do julgamento que vai analisar se deve ser aberta uma investigação contra Moraes. A apuração está relacionada a informações obtidas pela Polícia Federal durante as investigações sobre o Banco Master. Relatórios da PF apontaram que Vorcaro teria enviado mensagens a Moraes para pedir intervenção em favor da instituição financeira e ajuda para evitar medidas contra o banco.“A decisão embasou-se nas revelações trazidas pela Polícia Federal, que evidenciaram a existência de uma verdadeira rede de monitoramento e influência coordenada pelo investigado, com potencial infiltração nas mais elevadas instâncias de diversas instituições da república, conferindo-lhe capacidade para obtenção de informações sigilosas que poderiam nortear reorientações estratégicas nas negociações econômicas de higidez duvidosa e, até mesmo, na elaboração de sofisticado plano de fuga em caso de insucesso na empreitada delituosa, ou de descoberta de suas atividades pelas autoridades com competência investigativa”, explicou. Segundo Mendonça, após a apreensão de materiais e as operações ligadas ao Master, ele autorizou a adoção do fluxo de trabalho da Polícia Federal, bem como a realização de diligências ordinárias que se fizessem eventualmente necessárias e que não estivessem “sujeitas à reserva de jurisdição específica”.O relator do caso fez o histórico das medidas judiciais adotadas desde o início do caso, informando que a intimação aos delegados da PF ocorreu de forma direta e presencial em seu gabinete, no dia 24 de agosto de 2026. O ministro ressaltou que a intimação direta foi adotada por cautela e “sem imputar qualquer suspeita a quem quer que seja”.Quando o relatório foi divulgado, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, chegou a pedir a nulidade do relatório da Polícia Federal que detalha a relação do banqueiro com o ministro.A manifestação foi apresentada por meio de petição, relatada pelo ministro André Mendonça. Para Gonet, a ordem que levou à produção do relatório ultrapassou os limites de atuação de um magistrado na fase de investigação e resultou em uma apuração que, na prática, escrutinou um ministro do próprio STF.Ao pedir a nulidade, Gonet também solicitou a extinção da petição. Segundo ele, tanto a determinação de investigação quanto os elementos obtidos a partir dela são nulos.Fique por dentro das principais notícias do dia no Brasil e no mundo. Siga o canal do R7, o portal de notícias da RECORD, no WhatsApp








