Um cachorro sem tutor, considerado animal de rua, circulava pelo condomínio. A administração tinha conhecimento da situação, mas nenhuma medida efetiva foi adotada. Até que aconteceu o pior: o animal atacou e matou o cachorro de um morador.O caso foi parar na Justiça, e o condomínio acabou condenado.O ponto principal não foi simplesmente o fato de um cachorro de rua ter entrado no local. O que pesou foi o conhecimento prévio do problema. Se a administração já sabia que aquele animal circulava pelo condomínio e poderia representar risco, deveria ter adotado providências.Isso não significa maltratar, abandonar ou simplesmente retirar o animal de qualquer maneira. Existem formas adequadas de lidar com a situação: acionar os órgãos responsáveis, buscar apoio de proteção animal, impedir o acesso a determinadas áreas e adotar medidas de segurança até que uma solução seja encontrada.O problema começa quando todo mundo sabe do risco, reclama, comenta no grupo do condomínio, mas ninguém faz nada.Para o síndico, fica um alerta importante: tomou conhecimento de uma situação que pode colocar moradores ou animais em risco? Registre a ocorrência e procure uma solução. Ignorar o problema pode gerar responsabilidade para o condomínio.E existe uma diferença enorme entre um fato totalmente imprevisível e uma situação que já vinha acontecendo e era conhecida pela administração.O condomínio não foi condenado simplesmente porque havia um cachorro sem tutor no local. A condenação ocorreu porque o risco era conhecido e, mesmo assim, não foram tomadas providências para evitar o ataque.Quando o condomínio conhece o problema e não age, aquela omissão pode acabar custando caro.✅Fique por dentro das principais notícias do dia no Brasil e no mundo. Siga o canal do R7, o portal de notícias da Record, no WhatsApp






